21 outubro 2010

DOR - Parte II

Embora os pacientes conversem sobre dor o tempo ToDO O que realmente os assusta são as implicações da dor?
A dor é causada por doença incurável?



Os pacientes podem suportar melhor a intervenção médica quando têm condições de saber o que poderá acontecer em termos de desconforto ou dor.
Isto pode reduzir a angústia ou temor do desconhecido, que podem incrementar a percepção da dor. 

Definição e objetivos da dor
Num sentido psicofisiológico: " A dor é uma sensação específica de um tipo de desprazer, de sentimento, de contrariedade."

Atua como um sinal de alerta, avisando que alguma coisa não vai bem em nosso organismo, e em alguns casos, denotando problemas psicológicos.

Médicos são procurados para alívio de dores
Às vezes sem evidências fisiológicas verificando-se que preocupações, ansiedade e medo podem contribuir para exagerar dores que "seriam pouco importantes"

Hoje: A dor é mais variável e modificável do que se pensou no passado.

Definição de dor:"Uma sensação pessoal e particular de sofrimento físico; um estímulo nocivo que indica lesão ou dano tecidual atual ou eminente; um padrão de respostas que atua para proteger o organismo contra o dano" (Sternback, 1968).

Envolve não só o estímulo e uma sensação de sofrimento físico, mas também as respostas da pessoa que sofre a dor.

As respostas são individuais e influenciadas pelas constituições fisiológica, psicológica, cultural e espiritual da pessoa que sofre a dor.
Há mil processos de reajuste, no Universo Infinito em que se cumprem os Desígnios do Senhor, chamem-se eles: aflição, desencanto, cansaço, tédio, sofrimento, cárcere, dor. 
André Luiz

"Uma ostra que não foi ferida não produz pérola"
As pérolas são feridas curadas

Pérolas são produto da dor, resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia. A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia penetra, as células do nácar começam  a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas  e mais camadas para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola é formada.

Uma ostra que não foi ferida, de modo algum, (não) produz  pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada: Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo? Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? Suas idéias já foram rejeitadas?

Então produza uma pérola... cubra suas mágoas e as rejeições sofridas com camadas e camadas de amor.

Dor e Sofrimento — a simples reflexão sobre a dor e o sofrimento basta para evidenciar que eles têm uma razão de ser muito profunda. A dor é um alerta da natureza, que anuncia algum mal que está nos atingindo e que precisamos enfrentar. Se não fosse a dor sucumbiríamos a muitas doenças sem sequer nos dar conta do perigo. O sofrimento, mais profundo do que a simples dor sensível e que afeta toda a existência, também tem a sua razão de ser. É através dele que o homem se insere na vida mística e religiosa. (Idígoras, 1983)

A dor física anuncia que algo em nós não vai bem e precisa de melhora. Embora sempre queiramos fugir dela, ela nos oferece a oportunidade de reflexão — volta para o nosso interior —, objetivando o conhecimento de nós mesmos.

Dada a grande coerência da dor, tanto sofrem os grandes gênios e como as pessoas mais apagadas. Nesse sentido, observe o sofrimento anônimo daqueles que dão exemplo de santidade aos que lhe sentem os efeitos, mesmos ocultos e sigilosos.


O processo de crescimento espiritual está associado à dor e ao sofrimento. De acordo com o Espírito André Luiz, a dor pode ser vista sob três aspectos:

1) Dor-expiação — que vem de dentro para fora, marcando a criatura no caminho dos séculos, detendo-a em complicados labirintos de aflição, para regenerá-la, perante a justiça. É conseqüência de nosso desequilíbrio mental, ou proceder desviado da rota ascensional do espírito. Podemos associá-la às encarnações passadas. Muitas vezes é o resgate devido ao mau uso de nosso livre-arbítrio.

2) Dor-evolução — que atua de fora para dentro, aprimorando o ser, sem a qual não existiria progresso. Na dor-expiação estão associados o remorso, o arrependimento, o sentimento de culpa etc. Na dor-evolução estão associados o esforço e a resistência ao meio hostil. Enquanto a primeira é conseqüência de um ato mau, a segunda é um fortalecimento para o futuro.

3) Dor-Auxílio — são as prolongadas e dolorosas enfermidades no envoltório físico, seja para evitar-nos a queda no abismo da criminalidade, seja, mais freqüentemente, para o serviço preparatório da desencarnação, a fim de que não sejamos colhidos por surpresas arrasadoras, na transição para a morte. O enfarte, a trombose, a hemiplegia, o câncer penosamente suportado, a senilidade prematura e outras calamidades da vida orgânica constituem, por vezes, dores-auxílio, para que a alma se recupere de certos enganos em que haja incorrido na existência do corpo denso, habilitando-se, através de longas reflexões e benéficas disciplinas, para o ingresso respeitável na vida espiritual (Xavier, 1976, p. 261 e 262).


“Receberemos a dor de acordo com as necessidades próprias, com vistas ao resgate do passado e à situação espiritual do futuro”.
Emmanuel

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