30 dezembro 2015

CÂNCER - A FORÇA DA ORAÇÃO E A RESPOSTA DE DEUS

Insistimos em que "tudo aquilo que pedires ao Pai em oração crendo o recebereis" pois a fidelidade de Deus  foi, é e será sempre perfeita. Chamemos de oração, súplica, prese, rezar, rogativa, como for, o importante é acreditar que Ele nos escuta e atende. Façamos nossa parte.


Quando o ser humano se apercebe das infinitas possibilidades de que dispõe através da oração, conceder-lhe-á mais atenção e cuidados.

Força dinâmica, responsável pelo restabelecimento de energias, é constituída de vibrações específicas  que penetram o orante, mantendo-lhe a vinculação com as Fontes Inexauríveis de onde procedem os recursos vitais.

Em razão da intensidade e do hábito a que o individuo se permita, torna-se valioso instrumento para a conquista da paz e a preservação da alegria, nele instaurando um estado de receptividade permanente das vibrações superiores que ser encontram espalhadas no Cosmos, preservando-lhe a saúde, gerando-lhe satisfação intima e proporcionando-lhe inspiração nas mais variadas situações do caminho evolutivo.

Como consequência, nenhuma louvação, rogativa e gratidão expressas através da prece fica sem resposta adequada, desde que os sentimentos acompanham-lhe o curso oracional.
Manuel P. de Miranda

20 dezembro 2015

CÂNCER - VISTO NUMA PERSPECTIVA ESPIRITA

Recentemente, na Califórnia, nos Estados Unidos, Hannah Powell-Auslam, uma menina de 10 anos de idade, foi diagnosticada com câncer de mama, um caso considerado, extremamente, raro (carcinoma secretório invasivo). Os médicos fizeram uma mastectomia, mas o câncer se espalhou para um nódulo e Hannah terá que passar por outra cirurgia, ou por tratamento de radioterapia.
Outro caso instigante é o das duas gêmeas idênticas britânicas, diagnosticadas com leucemia, com apenas duas semanas de intervalo. O drama das meninas Megan e Gracie Garwood, de 4 anos, começou em agosto de 2009. "Receber a notícia de que você tem três filhos e dois deles têm câncer é inimaginável", afirmou a mãe das meninas. "Você fica pensando o que fez para merecer isso". Câncer é uma palavra derivada do grego “karkinos”, a figura mitológica de um caranguejo gigante, escolhida por Hipócrates, para representar úlceras de difícil cicatrização e que, ao longo do tempo, consagrou-se como sinônimo genérico das neoplasias malignas. Há mais de cem tipos diferentes de câncer, que variam, ao extremo, em suas causas, manifestações e prognósticos.
Diferentemente do câncer em adultos, em que se leva em conta aspectos do comportamento como fumo, alcoolismo, alimentação, sedentarismo e exposição ao sol, a medicina, ainda, não conseguiu estabelecer os verdadeiros fatores de risco do câncer pediátrico. Os casos de Hannah Powell-Auslam, Megan e Gracie Garwood bem que podem entrar nas estatísticas brasileiras do câncer infanto-juvenil, que atinge crianças e adolescentes de um a 19 anos. Segundo pesquisa divulgada pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) e pela Sobop (Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica), o câncer é a doença que mais mata os jovens, na faixa dos cinco aos 18 anos, no Brasil. Pesquisa indica o surgimento de, aproximadamente, 10 mil casos de câncer infanto-juvenil, a cada ano, no Brasil, a partir do biênio 2008/2009. O agravante é que o câncer, nos adolescentes, costuma ser mais agressivo do que nos adultos, e é mais difícil de ser diagnosticado, segundo Luiz Henrique Gebrin, Diretor do Departamento de Mastologia do Hospital Pérola Biynton, em São Paulo (SP).
Será o câncer, então, uma obra do acaso, uma “punição divina” ou um “carma” do espírito? Hoje, à luz da Ciência médica, pode-se afirmar que o fator predominante da carcinogênese é, sem dúvida, o comportamento humano: tabagismo, abuso de álcool, maus hábitos alimentares e de higiene, obesidade e sedentarismo, os quais são responsáveis por quatro, em cada cinco casos de câncer e por 70% do total de mortes. Os cânceres por herança genética pura, ou seja, que não dependem de fatores comportamentais e ambientais, são menos de 5% do total.
A experiência corrobora, pois, que o câncer é uma enfermidade, potencialmente, “cármica”. Estamos submetidos a um mecanismo de causa e efeito que nos premia com a saúde ou corrige com a doença, de acordo com nossas ações. A criança de hoje foi o adulto de antanho. “O corpo físico reflete o corpo espiritual que, por sua vez, reflete o corpo mental, detentor da forma”. (1) “Os que se envenenaram, conforme os tóxicos de que se valeram, renascem, trazendo as afecções valvulares, os achaques do aparelho digestivo, as doenças do sangue e as disfunções endocrínicas, tanto quanto outros males de etiologia obscura; os que incendiaram a própria carne amargam as agruras da ictiose ou do pênfigo; os que se asfixiaram, seja no leito das águas ou nas correntes de gás, exibem os processos mórbidos das vias respiratórias, como no caso do enfisema ou dos cistos pulmonares; os que se enforcaram carreiam consigo os dolorosos distúrbios do sistema nervoso, como sejam as neoplasias diversas e a paralisia cerebral infantil; os que estilhaçaram o crânio ou deitaram a própria cabeça sob rodas destruidoras, experimentam desarmonias da mesma espécie, notadamente as que se relacionam com o cretinismo, e os que se atiraram de grande altura reaparecem, portando os padecimentos da distrofia muscular progressiva ou da osteíte difusa.” (2)
“A cura para o câncer não deverá surgir nos próximos dez anos” (3) é o que afirma o articulista da Revista Time, Shannon Browlee. Talvez os cientistas nunca encontrem uma única resposta, um único medicamento capaz de restaurar a saúde de todos os pacientes com câncer, porque um tumor não é igual ao outro. Os espíritas sabem que não existem doenças e sim doentes. Em verdade, "todos os sintomas mentais depressivos influenciam as células em estado de mitose, estabelecendo fatores de desagregação.” (4) Apesar dos consideráveis avanços tecnológicos, em busca do diagnóstico precoce e do tratamento eficaz, a Medicina e a Ciência, em geral, estão, ainda, distantes de dominarem o comportamento descontrolado das células neoplásicas.
Obviamente, não precisamos insistir na busca de vidas passadas para justificar o câncer: As estatísticas demonstram grande incidência de câncer no pulmão, em pessoas que fumam na atual encarnação. Muitas formas de cânceres têm sua gênese no comportamento moral insano atual, nas atitudes mentais agressivas, nas postulações emocionais enfermiças. “O mau-humor é fator cancerígeno que ora ataca uma larga faixa da sociedade estúrdia.” (5) O ódio, o rancor, a mágoa, a ira são tóxicos fulminantes no oxigênio da saúde mental e física, consomem a energia vital e abrem espaços intercelulares para a distonia e a instalação de doenças. São “agentes poluidores e responsáveis por distúrbios emocionais de grande porte, são eles os geradores de perturbações dos aparelhos respiratório, digestivo, circulatório. Responsáveis por cânceres físicos, são as matrizes das desordens mentais e sociais que abalam a vida” (6)
Falando sobre doença cármica, “o câncer pode, até, eliminar as sombras do passado, mas não ilumina a estrada do porvir. Isso depende de nossas ações, da maneira como arrostamos problemas e doenças.
Quando a nossa reação diante da dor não oprime aqueles que nos rodeiam, estamos nos redimindo, habilitados a um futuro luminoso. "Quando nos rendemos ao desequilíbrio ou estabelecemos perturbações em prejuízo contra nós (...), plasmamos nos tecidos fisiopsicossomáticos determinados campos de ruptura na harmonia celular, criando predisposições mórbidas para essa ou aquela enfermidade e, conseqüentemente, toda a zona atingida torna-se passível de invasão microbiana.” (7) Outra situação complicada é o aborto que “oferece funestas intercorrências para as mulheres que a ele se submetem, impelindo-as à desencarnação prematura, seja pelo câncer ou por outras moléstias de formação obscura, quando não se anulam em aflitivo processo de obsessão.” (8)
O conhecimento espírita nos auxilia a transformar a carga mental da culpa, incrustada no perispírito, e nos possibilita maior serenidade ante os desafios da doença. Isso influenciará no sistema imunológico. Os reflexos dos sentimentos e pensamentos negativos que alimentamos se voltam sobre nós mesmos, depois de transformados em ondas mentais, tumultuando nossas funções orgânicas.
Para todos os males e quaisquer doenças, centremos nossos pensamentos em Jesus, pois nosso bálsamo restaurador da saúde é, e será sempre, o Cristo. Ajustemo-nos ao Evangelho Redentor, pois o Mestre dos mestres é o médico das nossas almas enfermas.

04 dezembro 2015

CÂNCER - A ORAÇÃO CURATIVA


Meus amigos, que a paz do Cristo permaneça em nossos corações, conduzindo-nos para a luz.
Fui padre católico romano, naturalmente limitado às concepções do meu ambiente, mas não tanto que não pudesse compreender todos os homens como tutelados de Nosso Senhor.
A morte do corpo veio dilatar os horizontes de meu entendimento e agora vejo com mais clareza a necessidade do esforço conjunto de todas as nossas escolas de interpretação do Evangelho, para que nos confraternizemos com fervor e sinceridade, à frente do Eterno Amigo.
Com esse novo discernimento, visito-vos o núcleo de ação cristianizante, tomando por tema a oração como poder curativo e definindo a nossa fé como dom providencial.
O mundo permanece coberto de males de toda a sorte.
Há epidemias de ódio, desequilíbrio, perversidade e ignorância, como em outro tempo conhecíamos a infestação de peste bubônica e febre amarela.
Em toda parte, vemos enfermidades, aflições, descontentamentos, desarmonias...
Tudo é doença do corpo e da alma.
Tudo é ausência do Espírito do Senhor.
Não ignoramos, porém, que todos temos a prece à nossa disposição como força de recuperação e de cura.
É necessário orientar as nossas atividades, no sentido de adaptar-nos à Lei do Bem, acalmando nossos sentimentos e sossegando nossos impulsos, para, em seguida, elevar o pensamento ao manancial de todas as bênçãos, colocando a nossa vida em ligação com a Divina Vontade.
Sabemos hoje que outras vibrações escapam à ciência terrestre, além do ultravioleta e aquém do infravermelho.
À medida que se desenvolve nos domínios da inteligência, compreende o homem com mais força que toda matéria é condensação de energia.
Disse o Senhor: — «Brilhe vossa luz» — e, atualmente, a experimentação positiva revela que o próprio corpo humano é um gerador de forças dinâmicas, constituído assim como um feixe de energias radiantes, em que a consciência fragmentária da criatura evolui ao impacto dos mais diversos raios, a fim de entesourar a Luz Divina e crescer para a Consciência Cósmica.
Vibra a luz em todos os lugares e, por ela, estamos informados de que o Universo é percorrido pelo fluxo divino do Amor Infinito, em frequência muitíssimo elevada, através de ondas ultracurtas que podem ser transmitidas de espírito a espírito, mais facilmente assimiláveis por intermédio da oração.
Cada aprendiz do Evangelho necessita, assim, afeiçoar-se ao culto da prece, no próprio mundo íntimo, valorizando a oportunidade que lhe é concedida para a comunhão com o Infinito Poder.
Para isso, contudo, é indispensável que a mente e o coração da criatura estejam em sintonia com o amor que domina todos os ângulos da vida, porque a lei do amor é tão matemática como a lei da gravitação.
Mentalizemos a eletricidade, por exemplo, na rede iluminativa. Caso apareça qualquer hiato na corrente, ninguém se lembrará de acusar a usina, como se o fluxo elétrico deixasse de existir. Certificar-nos-eimos sem dificuldade de que há um defeito na lâmpada ou na tomada de força.
Derrama-se o amor de Nosso Senhor Jesus-Cristo para todos os corações, no entanto, é imprescindível que a lâmpada de nossa alma se mostre em condições de receber-lhe o Toque Sublime.
Os materiais que constituem a lâmpada são apetrechos de exteriorização da luz, mas a eletricidade é invisível.
Assim também, nós vemos o Amor de Deus em nossas vidas, por intermédio do Grande Mediador, Jesus-Cristo, em forma de alegria, paz, saúde, concórdia, progresso e felicidade; entretanto, acima de todas essas manifestações, abordáveis ao nosso exame, permanece o invisível manancial do Ilimitado Amor e da Ilimitada Sabedoria.
Usando imagens mais simples, recordemos o serviço da água no abrigo doméstico.
Logicamente, as fontes são alimentadas por vivas reservas da Natureza, mas, para que a água atinja os recessos do lar, não prescindiremos da instalação adequada.
A canalização deve estar bem disposta e bem limpa.
Em vista disso, é necessário que todas as atitudes em desacordo com a Lei do Amor sejam extirpadas de nossa existência, para que o Inesgotável Poder penetre através de nossos humildes recursos.
O canal de nossa mente e de nosso coração deve estar desimpedido de todos os raciocínios e sentimentos que não se harmonizem com os padrões de Nosso Senhor.
Alcançada essa fase preparatória, é possível utilizar a oração por medida de reajuste para nós e para os outros, incluindo quantos se encontram perto ou longe de nós.
Ninguém pode calcular no mundo o valor de uma prece nascida do coração humilde e sincero diante do Todo-Misericordioso.
Certamente as tinturas e os sais, as vitaminas e a radioatividade são elementos que a Providência Divina colocou a serviço dos homens na Terra.
É também compreensível que o médico seja indispensável, muitas vezes, à cabeceira dos doentes, porque, em muitas situações, assim como o professor precisa do discípulo e o discípulo do professor, o enfermo precisa do médico, tanto quanto o médico necessita do enfermo, na permuta de experiência.
Isso, porém, não nos impede usar os recursos de que dispomos em nós mesmos. E estejamos convictos de que, ligando o fio de nossa fé à usina do Infinito Bem, as fontes vivas do Amor Eterno derramar-se-ão através de nós, espalhando saúde e alegria.
Assim como há lâmpadas para voltagens diversas, cada criatura tem a sua capacidade própria nas tarefas do auxílio. Há quem receba mais, ou menos força.
Desse modo, conduzamos nossa boa-vontade aos companheiros que sofrem, suplicando a Infinita Bondade em favor de nós mesmos.
É indispensável compreender que a oração opera uma verdadeira transfusão de plasma espiritual, no levantamento de nossas energias.
Se nos sentimos fracos, peçamos o concurso de um companheiro, de dois companheiros ou mais irmãos, porque as forças reunidas multiplicam as forças e, dessa forma, teremos maiores possibilidades para a eclosão do Amparo Divino que está simplesmente esperando que a nossa capacidade de transmissão e de sintonia se amplie e se eleve, em nosso próprio favor.
Mentalizemos o órgão enfermo, a pessoa necessitada ou a situação difícil, à maneira de campos em que o Divino Amor se manifestará, oferecendo-lhes nosso coração e nossas mãos, por veículos de socorro, e veremos fluir, por nós, os mananciais da Vida Eterna, porque o Pai Todo-Compassivo e Jesus Nosso Senhor nunca se empobrecem de bondade.
A indigência é sempre nossa.
Muitos dizem «não posso ajudar porque não sou bom», mas, se já fôssemos senhores da virtude, estaríamos noutras condições e noutras esferas.
Consola-nos saber que somos discípulos do bem e, nessa posição, devemos exercitá-lo.
Movimentemos a boa-vontade.
Não temos ainda as árvores da generosidade e da compreensão, da fé irrepreensível e da perfeita caridade, mas possuímos as sementes que lhes correspondem. E toda semente bem plantada recolhe do Alto a graça do crescimento.
Assim, pois, para que tenhamos assegurado o êxito da nossa plantação de qualidades superiores, é preciso nos disponhamos a fazer da própria vida um canal de manifestação do Constante Auxílio.
Todos temos provas, dificuldades, moléstias, aflições e impedimentos, contudo, dia a dia, colocando nosso espírito à disposição do Divino Amor que flui do centro do Universo para todos os recantos da vida, desenvolver-nos-eimos em entendimento, elevação e santificação.
Trabalhemos, portanto, estendendo a oração curativa.
A vossa assembleia de socorro aos irmãos conturbados na- sombra é uma exaltação da prece desse teor, porque trazeis ao vosso círculo de serviço aquilo que guardais de melhor e contais simplesmente com o Divino Poder, já que nós, de nós mesmos, nada detemos ainda de bom senão a migalha de nossa confiança e de nossa boa-vontade.
Em nome do Evangelho, sirvamos e ajudemos.
E que Nosso Senhor Jesus-Cristo nos assista e abençoe. 

(Padre Eustáquio, 11 de novembro de 1954, sacerdote em Belo Horizonte, desencarnado, Instruções Psicofônicas, 36, FCXavier)

02 dezembro 2015

CANCER -O PROCESSO DE IDENTIFICAÇÃO NA GÊNESE DA DOENÇA E A IDENTIFICAÇÃO COM O SER ESSENCIAL NO DESENVOLVIMENTO DA SAÚDE.

QUEM SOU EU?
Esta indagação, provavelmente uma vez ou outra, já passou pela sua mente e é uma das questões que os Seres Humanos vêm se perguntando desde o alvorecer da civilização e permanece, até hoje, como uma das lacunas a serem preenchidas.
Examinemos o processo que ocorre quando uma pessoa se questiona; "Quem sou eu?", "Qual é o meu verdadeiro eu?"
Percebe-se que a maioria das pessoas, ao tentar responder a pergunta "Quem sou eu?", fica atônita devido à enorme dificuldade em respondê-la. Poderíamos questionar: por que tanta dificuldade em tomar contato com quem nós, realmente, somos?
Essa dificuldade reside no fato de que raramente buscarmos a essência do que somos. Geralmente, quando respondemos a esta questão, nos defrontamos com a nossa autoimagem, com a concepção que temos de nós mesmos.
De certo modo costumamos descrever nosso ser com os nossos referenciais internos e externos, como nós pensamos e acreditamos que somos, incluindo, em nossa descrição, todos os pontos que achamos serem fundamentais para a nossa identidade. Uma pessoa pode, por exemplo, pensar: "Sou uma pessoa valorosa, sou amiga, mas às vezes sou crítica; sou uma boa mãe, mas às vezes sou autoritária, sou psicóloga, gosto de ler e de assistir filmes" etc. " Enfim, poderíamos nos estender numa lista interminável de sentimentos e pensamentos que essa pessoa tem sobre SI mesma.
Mas será que somos isso mesmo? Será que essa descrição retrata fielmente aquilo que somos? Essa dificuldade em tomar contato com a nossa identidade resulta do fato de sermos educados de modo a não tomar conhecimento de nosso verdadeiro eu.
Vivemos em uma sociedade que privilegia aquilo que é impermanente, em detrimento daquilo que é permanente. Assim, ao buscar responder a pergunta" Quem sou eu" - que deveria nos remeter àquilo que somos essencialmente, isto é, ao que é permanente -, a maioria responde sobre o seu estado atual, o que faz, o que gosta, o que tem, tudo o que é impermanente, menos aquilo que a pessoa é em sua essência.
Com isso a pessoa confunde o ser, com o estar, fazer ter, gostar, etc ... Em outras palavras, confunde o Ser com a auto-imagem, com o próprio ego. Ela toma contato com os seus aspectos transitórios, o que está fora dela ou com os sentimentos próprios do ego e não com o permanente, essencial, que se encontra em si mesma, em essência.
A impermanência significa aquilo que é mutável, transitório. Então, quando alguém ao responder a pergunta: "Quem sou eu", diz que é uma pessoa que gosta muito disso ou daquilo, que é uma pessoa que tem essa ou aquela profissão, que é mãe ou pai, que é solteiro ou casado, faz isto ou aquilo, que tem este ou aquele defeito, etc., não está, realmente, respondendo ao questionamento sobre quem ela é.
Todas as respostas dadas anteriormente são impermanentes, isto é, elas remontam às questões transitórias, passageiras e mutáveis da pessoa. Tudo que nós temos, fazemos, gostamos, estamos, muda com o tempo. O que eu tenho hoje, amanhã posso não ter; o que eu gosto hoje eu não gostava há algum tempo.
A questão quem sou eu, nos remete àquilo que é permanente em nós, o nosso SER. Podemos resumir o que vimos até agora, através do seguinte esquema:

PERMANENTE
IMPERMANENTE
|
|
SER
TER, ESTAR, FAZER
GOSTAR, FICAR, ETC...
A maior dificuldade que encontramos na busca do autoconhecimento é a confusão que se estabelece entre o Ser que somos e o ego que temos. Comumente confundimos quem realmente somos com a nossa autoimagem, num movimento ilusório de acharmos que somos o ego.
Em uma abordagem psicológica transpessoal, o ego é uma estrutura transitória de nossa psique, que deve ser transcendido, para se buscar aquilo que é permanente, o Essencial em nós mesmos. Como dizem os psicólogos orientais: o ego é aquele que não é, pois é transitório.
Podemos atestar, dentro de uma visão transpessoal, que o ego não existe como uma entidade em nossa psique. Este conceito de ego, como uma entidade separada a ser fortalecida, é fruto do materialismo que predomina nas diferentes abordagens psicológicas ocidentais.
O ego, na abordagem transpessoal, representa uma parte do todo que forma a nossa psique, no qual os valores essenciais estão ausentes, dando origem aos sentimentos egóicos como orgulho, vaidade, egoísmo, etc.
Por exemplo, analisemos esta tríade: orgulho, egoísmo e ansiedade. Estes sentimentos são apenas nomenclaturas para que identifiquemos a ausência de valores essenciais.
Eles não são reais. Não podemos dizer que eles não existem, mas não são reais, no sentido de que o real é o permanente, é o essencial. Eles são ausência.
Dentro do conceito da impermanência, por mais que haja orgulho, egoísmo e ansiedade em nós, de um ponto de vista transcendente, ao seu tempo todos vamos nos libertar de tudo isso, apesar de que, na visão não energética, ela se torna real naquele momento, gerando a densificação do ego. 
Mas, ao longo do tempo, ele tende a desaparecer, porque o ego é aquele que não é. Todos estes sentimentos egóicos não são; estão, porque são ausência do exercício dos valores essenciais que somos.
O que queremos colocar é essa questão da ausência, do não ser, mas estar. O estado é impermanente, transitório. O orgulho é a ausência do valor de ser humilde. O egoísmo é a ausência de altruísmo. A ansiedade é ausência de serenidade. Quando estamos fixados, tímidos, no exercício do ser, estamos vivendo o irreal do não-ser.
O ego é apenas o não-movimento do Ser Essencial.
Quando o Ser Essencial não age, o ego que não é: se situa.
Utilizemos, agora, uma linguagem metafórica para facilitar ainda mais o entendimento:
Suponhamos que o nosso Ser fosse uma mão com 5 dedos. Cada um com uma função. Mas apenas 4 dedos a exercitam. O polegar não. Ele é menos dedo do que os outros? Ele é coisa diferente da mão? Não. Ele continua sendo parte, apenas não exerce a sua função. Ele apenas não faz o que é preciso.
Então o que acontece: quando a energia fluir para os dedos, no polegar ela não fluirá. Então, cria-se um hábito da energia ali não fluir. Só que, quando os 4 dedos passam a perceber que alguma coisa está não, há um movimento, porque tudo na natureza é solidário. Eles são impulsionados ao sim porque tem um dedo que está não.
Quando todos tomam contato de que o polegar está não, começam os exercícios para que ele fique sim, que ele cumpra a sua função e a energia flua. Até que ele fique sim. Enquanto ele está, não, é ego, depois que ficar sim, passa a ser essência. Porque era o tempo todo essência, mas era essência não.
Vamos nominar cada dedo com um valor essencial: indulgência, benevolência, caridade, fraternidade e humildade. Cada dedo existe para exercitar a sua função. Quando o polegar está não, quando não há o exercício da humildade, o não que se cria aqui chamamos de orgulho, porque o orgulho é um não-valor.
Ele não é real, porque o real nunca acaba. A partir do momento em que começamos a exercitar a humildade, o orgulho começa a desaparecer, pois se torna sim, o valor real. É claro que essa transmutação vai acontecer aos poucos, gradativamente, no processo de evolução do ser.
Podemos, então, sintetizar dizendo que: o autoconhecimento é o movimento de discernir, buscando perceber, em nós, os sentimentos egóicos, tratando-os como emoções transitórias, possíveis de ser controladas e transmutadas através do desenvolvimento dos sentimentos permanentes, originados no Ser Essencial que somos.
Quando utilizamos o discernimento, refletindo sobre as nossas emoções, o autodomínio torna-se uma tarefa possível de ser realizada. Lamentavelmente, a maioria das pessoas, ao invés de controlar as emoções egóicas evidentes, se identifica com elas, dando-lhes vasão, ou tenta reprimi-las e bloqueá-las, criando as máscaras do ego, processo de fuga da realidade que apenas retarda o encontro com o ser essencial que somos, como vimos na Parábola dos Dois Irmãos.
O descontrole emocional origina-se dos sentimentos egóicos evidentes, provenientes da energia de desamor que ainda nos caracteriza. Essa energia dá origem a sentimentos, tais como: ódio, raiva, ressentimento, mágoa, orgulho, vaidade, egoísmo, egocentrismo, tristeza, violência, crueldade, angústia, ansiedade, medo, revolta, astúcia, etc.
Quando entramos em contato com estes sentimentos, é comum nos identificarmos com eles, isto é, vivenciarmos intensamente esses sentimentos, resultando em um bloqueio dos fulcros energéticos do Ser Essencial, causando uma densificação do ego, isto é, um estado de congestionamento do ego, como se ele ficasse inflamado.
Como ainda trazemos, em nós, tendências emocionais negativas, devido à nossa ignorância, é mais comum darmos vasão aos sentimentos egóicos evidentes - como os colocados acima -, produzindo, no ego, uma intensificação de energias desequilibradas.
A densificação do ego produzirá no perispírito e no corpo físico um congestionamento, ou inibição das energias que os mantêm, fato que produzirá na pessoa que está se identificando com os sentimentos negativos mal-estar, desconforto, desarmonia, desequilíbrio, doenças físicas, mentais.
Isso acontece porque o ego está localizado, energeticamente, no corpo físico e nas primeiras camadas do corpo fluídico ou perispírito, intermediário entre o corpo físico e o Ser Essencial.
Exemplificando: um indivíduo que nutre, durante a vida inteira, um sentimento de ressentimento e ódio por uma pessoa que o magoou (identificação com os sentimentos egóicos), produz uma densificação do ego, e, conseqüentemente, um bloqueio das energias do Ser Essencial, tornando o corpo perispiritual mais "pesado", "inchado", peso que irá repercutir no corpo físico e na mente.
Esse conflito interno pode gerar um bombardeio energético das células do corpo, resultando em doenças físicas como o câncer, a artrite reumatóide, o lúpus sistêmico, etc., ou um desequilíbrio psíquico, gerando doenças emocionais como a ansiedade, a síndrome do pânico, a depressão, de ou ainda, como é mais comum, tanto problemas físicos, quanto psíquicos.
Outra forma que usamos para lidar com os sentimentos egóicos é negando, reprimindo, bloqueando, fugindo deles, fato que gera os sentimentos egóicos mascarados, frutos do pseudo-amor, que são disfarces (máscaras) dos sentimentos egóicos negativos, originados do desamor.
Para tentar se libertar dos conflitos, a pessoa desenvolve, consciente ou subconscientemente, sentimentos aparentemente positivos que, em longo prazo, vão gerar conflitos ainda maiores. Por exemplo: autopiedade, euforia, perfeccionismo, puritanismo, martirização, etc. Isto resulta em uma pseudo-harmonia, pseudo-saúde, pseudofelicidade, pseudoconforto, etc. 
Exemplificando: uma pessoa educada segundo padrões morais muito rígidos (puritanismo e perfeccionismo), torna-se muito exigente consigo mesma, e com os outros, no sentido de não permitir o erro em hipótese alguma (repressão dos sentimentos egóicos).
A pessoa, em conseqüência, julga-se muito pura (criação das máscaras), vitalizando, de forma muito intensa, a máscara do puritanismo e do perfeccionismo, apesar de, muitas vezes, tomar contato com sentimentos negativos que são prontamente reprimidos.
Como esse sentimento de pureza é falso ocorre, apenas, uma falsa sensação de harmonia e saúde, havendo o mesmo bloqueio do Ser Essencial e a densificação do ego vistos anteriormente, acrescentando, a isso, a vitalização das máscaras, que se tornam mais rígidas.
Tomando como base esse exemplo - em relação ao indivíduo que se magoou, devido a uma atitude de outra pessoa -, essa pessoa irá reprimir a mágoa, o ressentimento e o ódio que sente, dizendo, por exemplo, que é superior a isso; que o que o outro fez não a atinge; que ela é uma pessoa que precisa superar esses tipos de sentimento, etc. Volta e meia o ressentimento e o ódio dão sinais de que estão muito vivos, mas são prontamente reprimidos.
Quem observa as coisas na superficialidade pode, até, achar que isso é positivo, pois dizem que o indivíduo está tentando ser bom e que essa atitude é meritória. Mas, se analisarmos a questão mais profundamente, vamos perceber que, o fato de reprimir um sentimento, não nos liberta dele. Ao contrário, o sentimento fica ali, oculto, gerando a mesma densificação do ego que analisamos anteriormente, acrescida do disfarce da máscara.
Essa atitude é semelhante à pessoa que varre diariamente a sujeira da sala e a coloca em baixo do tapete. A sujeira está oculta, mas continua toda lá. Com o passar do tempo é tanta sujeira escondida, que se torna impossível utilizar o tapete, a não ser com uma limpeza geral. É o que acontece com o processo de mascaramento.
A única forma de nos libertarmos dos sentimentos egóicos é através da aceitação, desidentificação e transmutação deles e a identificação com os sentimentos do Ser Essencial, processo que denominamos de autodescobrimento e que é gerador do auto encontro.
A aceitação é o movimento de amar o próprio ego, por mais paradoxal que pareça esta afirmação. Normalmente as pessoas têm uma postura de combater os sentimentos egóicos evidentes, voltando-se contra eles como se fossem inimigos a serem aniquilados.

Costuma-se dizer que precisamos combater a raiva, a violência, a ansiedade, etc. Este movimento de combate nos sentimentos egóicos é uma postura, também, de desamor. Ora, não se acaba com um sentimento negativo com outro sentimento negativo. É necessária uma outra energia - o amor - para poder transmutar esses sentimentos para nos libertarmos dos sentimentos negativos é preciso nos conciliar com eles.
No Evangelho de Jesus há uma recomendação, muito clara, para que busquemos a conciliação com os adversários que trazemos em nós. Vejamos o texto em Mateus, capítulo 5, vv. 25 e 26:
Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.
Jesus deixa claro que é necessário transformar, depressa, o adversário em amigo, para que ele não nos coloque na prisão. Quando não aceitamos os sentimentos negativos que trazemos - os nossos adversários internos -, ficamos aprisionados em nós mesmos, identificados com os sentimentos egóicos, vivenciando-os amplamente, ou reprimindo-os, vitalizando as máscaras do ego, sem liberdade para superar, verdadeiramente, a nossa insipiência. Somente os transformando em aliados, verdadeiros amigos, é que podemos evoluir. O ego é, apenas, ignorância a ser transformada, e não algo execrável a ser exterminado, ou mascarado.
Necessário ponderar que Jesus usa o termo depressa, pois, a decisão para se aceitar com defeitos e qualidades, é instantânea: ou ela acontece, ou é postergada indefinidamente pela própria escolha da criatura.
Quando a conciliação é adiada, nós mesmos nos julgamos e nós condenamos à prisão (culpa), entramos em conflito interno, e só poderemos sair dela, após o pagamento do último ceitil, isto é, após termos feito o esforço expiatório, voltando a perceber a pureza potencial que existe em nós, pois o ego, sendo ignorância, traz a pureza em forma latente O ego é a sombra que ainda não se fez em luz necessitando, apenas, ser iluminado e não rejeitado.
Todo esse conflito de não nos aceitarmos com os sentimentos egóicos negativos, tornando-os adversários, gera tormentos desnecessários, pois temos a possibilidade de transformá-los em amigos. Isso nos atrasa o processo evolutivo, porque ficamos na "prisão", estagnados, impedindo, a nós mesmos, de evoluir.
Essa postura de desamor pelo ego é semelhante ao movimento de se jogar álcool no fogo, para apagá-lo; ele (líquido e incolor como a água, mas é comburente e somente vai alimentar mais o fogo). Para apagar o fogo precisamos de um líquido que amenize o fogo: a água.
Da mesma forma, precisamos amar o ego, isto, aceitá-lo como ele é, para poder aplacar a sua energia e conduzi-la adequadamente, como fazemos com o fogo que queremos apagar.
É importante analisar que os sentimentos do ego não são opositores de nós mesmos, em essência. São, apenas, sentimentos que surgem onde o amor se faz ausente, por isso, ao levar o amor essencial ao ego, estaremos dando o primeiro passo para nos libertarmos dos sentimentos egóicos, preparando-nos para a desidentificação e transmutação.
A desidentificação é uma conseqüência natural da aceitação. Faz-se necessário perceber e aceitar que temos sentimentos negativos a serem transformados, mas que não somos negativos em essência (desidentificação do ego).
A aceitação de que temos esses sentimentos negativos (desidentificação do ego) , mas que somos essencialmente bons, belos, amorosos (identificação com o Ser Essencial), nos libertará da culpa pelos equívocos que cometemos e, por meio da transmutação, possibilitará a nossa transformação interior para melhor, através do amor, liberando-nos de muitas amarras que impedem o nosso autodesenvolvimento, fazendo com que nos responsabilizemos pela construção de nossa felicidade e plenitude.
A transmutação dos sentimentos egóicos é realizada pela identificação com os sentimentos do Ser Essencial e, conseqüentemente, pela prática dos atos de amor por si mesmo, por outras pessoas, pelos animais, plantas, pela natureza, enfim, pelo cosmos. A identificação com a energia de amor irá potencializar o Ser Essencial, tendo como resultado a sutilização do Ego, propiciando a plenitude e felicidade, geradoras da Saúde Espiritual.
Analisemos o exemplo da pessoa magoada, colocada anteriormente, dentro da proposta de aceitar, desidentificar e transmutar os sentimentos negativos, ao invés de dar vasão, ou mascará-los.
Vejamos que é necessário ela aceitar que tem os sentimentos de ressentimento e ódio pela pessoa que foi instrumento para que ela se magoasse (aceitação dos sentimentos egóicos), mas que ela é muito mais do que esses sentimentos, que ela não é esse ódio e esse ressentimento (desidentificação dos sentimentos Egóicos), que ela é essencialmente amorosa, capaz de perdoar (Identificação com o Ser Essencial).
A seguir vem a transmutação que ocorrerá pelo amor e perdão (potencialização do Ser Essencial e sutilização do ego). Isto poderá lhe trazer, além da paz interior, a cura de doenças como o câncer e outras, como têm demonstrado as pesquisas realizadas por inúmeros cientistas no mundo todo, especialmente as desenvolvidas pelos oncologistas americanos Drs. Carl Simonton e Bernie Siegel.
Se a pessoa optou por mascarar os sentimentos de mágoa, ódio e ressentimento, deverá, necessariamente, reconhecer as suas máscaras e, a partir daí, realizar a aceitação de que ela não é tão pura e perfeita quanto parece ou deseja, que existem sentimentos negativos escondidos atrás, daquelas máscaras, feridas a serem cicatrizadas e não escondidas (retirada das máscaras). E, a partir daí, seguir o mesmo caminho colocado anteriormente.

A conclusão que chegamos é que, para se conquistar a saúde espiritual, é necessário o amor, o amor a nós mesmos, ao nosso próximo, à vida e a Deus. Todas as dificuldades por que passamos são termômetros da nossa capacidade de amar. Quando surgem as dificuldades na vida, em forma de doenças ou de obstáculos vários, se conseguirmos transmutá-los através da generosidade do amor, então, estaremos bem, podendo curar ou aliviar quaisquer doenças de ordem física ou mental, transporemos barreiras, alargando, assim, as nossas possibilidades.
Entretanto, se, ao contato com as dificuldades, esmorecemos e nos conectamos com as nossas negatividades egóicas - dando vasão a elas ou mascarando-as -, a situação da doença se agrava e adiamos a oportunidade de crescer, de ampliar nossas conquistas, tornando-nos espíritos saudáveis e felizes.

EXERCíCIOS VIVENCIAIS: QUEM SOU EU?
1. Coloque uma música suave e relaxante, feche os olhos e busque relaxar todo o seu corpo da cabeça aos pés. Para facilitar o relaxamento você pode contrair a musculatura da face e membros superiores e relaxar por três vezes.
2. Agora faça, para si mesmo, a pergunta "QUEM SOU EU?", várias vezes, buscando perceber que respostas lhe vêm à mente.
3. Divida uma folha de papel em duas partes, colocando um traço no meio dela, no sentido longitudinal. Na parte esquerda da folha faça uma lista de todas as respostas que lhe vieram à mente, durante os minutos de meditação.
4. Classifique as suas anotações, colocando na coluna do lado direito, ao lado de cada resposta, se elas correspondem, realmente, à pergunta "Quem é você", aquilo que é permanente em você, ou se você respondeu aquilo que é impermanente ter, fazer, estar, gostar, ficar, etc.

RECONHECENDO OS SENTIMENTOS EGÓICOS EVIDENTES E MASCARADOS PARA CONCILIAR COM ELES E DESENVOLVER A SAÚDE ESPIRITUAL
1. Coloque uma música suave e relaxante, feche os olhos e busque relaxar todo o seu corpo da cabeça aos pés. Para facilitar o relaxamento você pode contrair a musculatura da face e membros superiores e relaxar por três vezes.
2. Agora reflita sobre os seus sentimentos egóicos. Quais são os sentimentos egóicos evidentes que fazem parte da sua personalidade?
3. Agora reflita sobre as suas máscaras. Quais os mecanismos que, usualmente, se utiliza para mascarar os sentimentos egóicos? Que máscaras costuma usar? Que sentimentos egóicos estão escondidos atrás dessas máscaras? Como pode se conciliar com esses sentimentos e transformá-las em amigos para a sua evolução?
4. Agora reflita sobre os seus sentimentos essenciais.
Como você pode desenvolvê-los e utilizá-los para transmutar os sentimentos egóicos, de modo a obter a saúde espiritual?
5. Anote as suas respostas.
                                                                           Casa do espiritismo
                                                                Dr.  Alírio de Cerqueira Filho